segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Pensamentos e sentimentos (d)escritos

Como é de se perceber, eu não escrevo mais assiduamente nesse blog. Percebi que não levo jeito para disciplina, no sentido semântico da palavra. Não quero escrever por obrigação. Independente de ter ou não pessoas acompanhando essa página, eu não me sinto na obrigação de escrever diariamente. Enfim, vou postar o que der vontade. O que sentir desejo. Segue um pensamento/sentimento:


terça-feira, 22 de março de 2016

Fundamentos da Educação e Introdução a Ciência Geográfica - 22/03/2016

Houve um hiato entre

Hoje foi o primeiro dia de rodada das apresentações dos trabalhos sobre a história da educação dos povos antigos, da disciplina de Fundamentos da Educação. Os grupos que se apresentaram expuseram suas impressões sobre duas nações: China e Índia. Percebemos que ambos os povos tem características semelhantes, dentre elas: sociedades divididas em classes/dinastias e castas; estrutura social baseada no patriarcado com traços arraigados de conservadorismo e acesso restrito a educação formal.

Na aula de Introdução a Ciência Geográfica, o professor Nilo Américo concluiu a introdução sobre a Institucionalização da Geografia Brasileira. Ele explanou sobre os precursores da Geografia no Brasil, dentre eles os franceses Pierret Deffontaine e Pierret Mombeig.


quarta-feira, 16 de março de 2016

Atualização 11/03 - 16/03

Devido a correria não tenho conseguido escrever todos os dias a noite. Na última sexta (11/03), tivemos aula com o professor Nilo Américo Lima, o qual tenho me identificado com a forma como conduz a aula e sua didática, bem como com a disciplina por ele ministrada: Introdução a Ciência Geográfica. Nessa aula o professor abordou conceitos de Ideologias e Horizontes Geográficos. Detalhou sobre as diferenças entre dissertação de mestrado e tese de doutorado. Como era de se esperar, uma aula rica em conteúdos relevantes do ponto de vista acadêmico-cientifico.

Na segunda (14/03) iniciamos a semana com a aula de Fundamentos da Geologia e Petrografia. Eis uma disciplina que tem se mostrado interessante. Abordamos o aspecto científico da Geologia e, consequentemente seus aspectos físicos. Falamos sobre o conceito de Tempo Geológico ou Escala Temporal Geológica. Após essa aula, infelizmente não tivemos a aula de Libra, pois ainda estamos sem professor(a).

Ontem (15/03) tivemos uma aula mais interativa de Fundamentos da Educação. Abordamos a temática do texto "O que é educação" do Carlos Rodrigues Brandão. Explanamos sobre a configuração das sociedades tribais, grupos sociais que se organizam sem a presença de escolas, onde a transferência do saber se dá de maneira natural, sem imposições. Em seguida falamos sobre a introdução de métodos pedagógicos nas sociedades complexas, dividas em classes, onde o conhecimento é distribuído de maneira desigual, através da imposição, de modo seletivo, refletindo um processo de desigualdade, traço característico de tais sociedades. Abaixo transcrevo um resumo sobre o texto do autor supracitado:

Educações diversas fazem parte da vida do ser humano desde a sua origem. Como bem coloca em seu texto, Brandão esclarece que "não há uma forma única nem um único modelo de educação; a escola não é o único lugar onde ela acontece e talvez nem seja o melhor; o ensino escolar não é a sua única prática e o professor profissional não é o seu único praticante".

Cada povo, cada sociedade, tem sua forma de educação. Da família à comunidade, a educação existe e está presente em todos os mundos sociais, entre as diversas formas do saber e do aprender, dentro e fora das salas de aula, com ou sem a presença de métodos pedagógicos escolares.

A educação pode existir para tornar comum todas as expressões culturais de um povo, mas também pode ser utilizada por um sistema centralizado como forma de dominação social, pode ser imposta para controlar o acesso ao conhecimento e manter uma estrutura social baseada em desigualdades.

Nas sociedades tribais, o saber acumulado não é transferido formalmente, como ocorre nas sociedades complexas, onde o conhecimento é passado através de aulas. Os membros que recebem o aprendizado não absorvem o saber em ambiente escolar. Nesses grupos, o saber é difuso e é transferido e praticado em inúmeras situações do cotidiano. Tudo que se sabe aqui foi adquirido pouco a pouco; na convivência entre os integrantes do grupo e do mesmo com a natureza. Em meio a essa dinâmica o conhecimento flui naturalmente, através da observação, da repetição de atos e gestos, de comportamentos e na reprodução dos costumes. Mesmo quando um adulto estimula e guia um jovem em momentos de aprendizagem, raramente esses momentos acontecem como forma de ensinar. A educação aparece sempre que há relações entre pessoas e intenções de "ensinar" e "aprender".

O ensino formal é o estágio em que a educação se submete a técnicas pedagógicas, cria situações específicas para a sua aplicação, produz métodos, estabelece regras e intervalos de tempo e constitui sujeitos especializados. Nesse momento surge a escola, os alunos e os professores.

Hoje (16/03) não fui a universidade, pois a aula é de Libras, e como mencionei anteriormente, estamos sem professor(a) e sem previsão de quando iniciaremos nossas aulas dessa disciplina.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Fundamentos da Educação e Fundamentos da Geologia e Petrografia

Hoje tivemos a 2ª aula de Fund. da Educação. O tema abordado foi a continuação da aula anterior: como foi pensada a educação nas sociedades tribais? A professora dissecou parte do texto "O que é educação" de Carlos Rodrigues Brandão. Discutimos sobre a multiplicidade do conceito de educação, saindo do esteriótipo do sistema formal de educação. Percebemos como as aldeias funcionavam como espaços educacionais. O autor trabalha muitos aspectos de situações de aprendizagem, espaços de implementações pedagógicas e de transmissão de saberes no espaço tribal. Posteriormente é discutido o efetivo surgimento do espaço-escola como é entendido nos dias atuais, sobretudo pela perspectiva ocidental.

Nossa 1ª aula de Fundamentos da Geologia e Petrografia foi ministrada pela professora Paula Andrea, geóloga colombiana com especialidade em Paleontologia. Uma abordagem introdutória sobre o aspecto científico foi discutido, além de uma explanação sobre grandes pensadores que contribuíram para a formação dos conceitos da Geologia.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Início do Período Letivo


1º DIA

Como comentei no primeiro texto, o blog tem como mote principal minhas vivências no ambiente acadêmico, mas eventualmente serão publicadas informações diversas. Então, devido a correria dos primeiros dias do período letivo que se iniciou na última segunda (07/06), não foi possível postar sobre o primeiro dia de aula, mas, vou resumir as minhas experiências dos últimos três dias incluindo o de hoje. Estou dando a sorte de conseguir carona pelo valor simbólico de R$ 3 de contribuição. Pelo menos a ida tem sido tranquila.

O primeiro dia na UFPE foi incrível, sobretudo pela recepção calorosa do pessoal do nosso Diretório Acadêmico (DA) de Geografia. Infelizmente não tivemos aula de Introdução a Ciência Geográfica pois o professor faltou. No segundo tempo, assistimos aula de Introdução a LIBRAS, com a professora Rafaela, excelente por sinal, mas infelizmente nos equivocamos pois a nossa cadeira é Fundamentos de LIBRAS e as aulas são ministradas no Centro de Educação (CE) e não no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH).

Após o término da aula de LIBRAS fomos fazer um tour pelo CFCH com o pessoal do nosso DA. Conhecemos todos os Centros de Pesquisas e Departamentos. Valeu a pena participar e ouvir as experiências dos veteranos e veteranas do nosso curso. Além de compreender o processo de construção e preservação de direitos, através de muita luta e engajamento.

Depois dessa rodada onde rolou as primeiras interações, fui ao Restaurante Universitário (RU) e cadastrei meu código de acesso e minha biometria. Enfrentei uma fila fila enorme, tanto para realizar o cadastro, como para comprar o almoço, mas, após longos 90 minutos consegui almoçar e depois descansar um pouco. Após a pausa, retornei para o CFCH onde uma segunda rodada de interações foi iniciada entre calouros e veteranos, inclusive alunos recém formados. Contamos também com a explanação do grande professor Jan Bitoun, o mesmo ministra a disciplina Geografia de Pernambuco e faz parte do Observatório das Metrópoles. As atividades se encerram as 17:30h, infelizmente não pude ficar para o trote, mas foi um dia intenso, de muito aprendizado e descobertas.

2º DIA

Ontem o entrosamento foi ainda melhor e maior. Pude perceber que o ambiente acadêmico é uma grande oportunidade de criar verdadeiros laços de amizade, talvez até duradouros (para a vida toda, quem sabe?). Tive uma aula muito bacana de Fundamentos da Educação com a professora Cristiane. Falamos sobre o processo da educação e a atuação dos professores nas instituições públicas de ensino. Um trabalho em grupo foi passado pela mesma professora e será apresentado no próximo dia 23/03. Dissertaremos sobre o processo de surgimento e a forma como foi pensada a educação entre os povos Fenísios e Hebreus.

No segundo tempo tive uma aula riquíssima com o professor Nilo Américo Lima, intelectual de grande densidade, no qual teve contato direto com os nossos saudosos Milton Santos e Manuel Correa de Andrade. Ele ministra a disciplina Introdução a Ciência Geográfica. Sua abordagem é fluente e causa reflexões profundas a cerca de diversos pensamentos, um deles é sobre a criação da autonomia individual dentro das universidades públicas. Demos início ao estudo da Institucionalização da Geografia Brasileira. Uma breve explanação sobre o surgimento da 1º nova república (1930 - Era Vargas, disputa entre burguesia urbana x burguesia agrária) foi realizado para que pudéssemos compreender as razões que conduziram o processo de institucionalização da geografia em nosso país, por meio da fundação da Universidade de São Paulo (USP - elite paulistana) e da Universidade do Distrito Federal, atualmente Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ - por Getúlio Vargas). Após o término dessa aula compreendi que estou no caminho certo, a Geografia é de fato o meu lugar.

Almocei novamente no RU e saí apressado em direção ao centro de Recife, mais precisamente para o Memorial Chico Science, onde participei de uma sessão de fotos e uma entrevista em vídeo para o Diário de Pernambuco (DP), na condição de fundador do Acervo Audiovisual Chico Science. Conheci a Brenda Alcântara, fotógrafa do DP. Conversamos bastante, foi um momento de descontração e troca de boas ideias. Na sequência encontrei com os amigos Almir Cunha, Marcus Azeredo e Antonio Gabriel, todos integrantes do Coletivo Raízes do Mangue. Fizemos uma sessão de fotos juntos para o DP, dessa vez foi para o especial Chico Science 50 anos que acontecerá entre os dias 13 e 17 de Março. Após as sessões de fotografias paramos na Budega do Véio na Rua da Moeda, tomamos algumas cervejas (obviamente), muitas ideias surgiram na mesa desse bar, foi bem produtivo. O dia foi bem corrido, mas recheado de informações valiosas e agregadoras.

3º DIA
Hoje infelizmente não tive aula. Descobri que não temos professor(a) contratado(a) para ministrar Fundamentos de LIBRAS no CE, e também não tem previsão. Por outro lado nos reunimos, nós, uma parte dos alunos da nossa turma, e fomos ao Centro de Artes e Comunicação (CAC). Fomos em busca de informação a respeito de quais disciplinas eletivas são ofertadas pelo Departamento de Comunicação. Fomos também a biblioteca do CFCH colher informaçõs a cerca do processo de cadastramento para empréstimo de livros. Aproveitei o ensejo para solicitar meu comprovante de vínculo da instituição na Coordenação do meu curso. Abaixo deixo um registro do panorama da Cidade Universitária (CDU) visto no 6º do CFCH.



terça-feira, 8 de março de 2016

Novo Ciclo

A princípio a ideia de criar um blog seria para registrar minhas experiências da graduação de Geografia na UFPE, mas, após uma reflexão percebi que seria possível incluir atividades que realizo fora do âmbito acadêmico. Pois bem, como o título sugere, essa primeira postagem é relacionada a um novo ciclo da minha vida. Na realidade esse texto era para ser publicado no último domingo (06/03), no entanto, devido a falta de tempo só hoje pude relatar o que ocorreu.

Esse domingo foi especial em muitos aspectos, o primeiro deles foi pela participação em uma ação social com o amigo Marcus Azeredo, onde representamos o Coletivo Raízes do Mangue na ação que realizamos de limpeza da Bacia do Pina, situada no Cais José Estelita em parceria com os integrantes do Movimento Manguelita, responsáveis pelo projeto de preservação ambiental dessa área. O Cais concentra uma grande força de mobilização e luta, simboliza resistência, preconizada sobretudo pela população por meio do Movimento Ocupe Estelita. A ação foi a 12ª edição, e no ensejo comemoramos dois meses de existência do Manguelita. Abaixo algumas imagens que registramos no encerramento do trabalho da coleta de lixo.


Foto: Cadu Albuquerque

Cais José Estelita ao fundo. Foto: Everton Melo

Final da ação. Foto: Everton Melo


Lixo recolhido no final da ação. Ao fundo a imagem do mangue. Foto: Everton Melo

A ação teve início por volta das 9h e findou as 14h. Recolhemos 58 sacos de lixo com capacidade de 100 litros cada, além de uma carcaça de geladeira, 1 colchão e um amontoado de madeira e galhos. Um trabalho que exige muito esforço, dedicação, persistência, mas acima de tudo amor pelo planeta. Deixo aqui registrada minha gratidão ao Movimento Manguelita que realiza esse trabalho de forma voluntária, com afinco, pensando em uma cidade melhor para todos e todas!

Em seguida, fomos a pé em direção a praia de Boa Viagem, antes de chegarmos a nosso destino fizemos uma parada para realizar um reparo na bicicleta do Marcus e paramos em um bar onde descansamos e tomamos algumas cervejas. Durante essa pausa uma parte do pessoal que havíamos conhecido na ação social nos avistou e parou conosco. Foi um momento de descontração e bate papo, logo depois caminhamos juntos até a praia onde ficamos até as 17h.

Marcus e eu resolvemos ir ao Recife Antigo, ouvir boa música e relaxar após um dia exaustivo, porém prazeroso. Boa decisão. Curtimos um som instrumental da mais alta qualidade, com muita gente bonita e mais cervejas. Encontramos Du Lopes, organizador do Rock na Calçada, trocamos algumas ideias sobre a cena alternativa da cidade e também alinhamos uma possível parceria para produção de eventos independentes. Enfim, foi um dia longo, de muito aprendizado, trabalho e lazer. Em suma, foi ótimo!